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21 de fevereiro de 2015

Manifesto em Defesa do Centro Cultural Adjunto Dias – Caicó


As últimas eleições para o governo do Estado do Rio Grande do Norte demonstraram claramente o desejo de mudanças que o povo potiguar exigia. Estas mudanças não se aplicam apenas às áreas da saúde, educação e segurança pública, mas também às políticas públicas de cultura.

Dois são os espaços físicos administrados pelo Governo Estadual no que concerne à área da cultura em Caicó: a Casa de Cultura Popular Sobrado do Padre Guerra e o Centro Cultural Adjuto Dias. 


A Casa de Cultura tem se mantido aberta nos últimos anos por conta da abnegação dos artistas locais. Os repasses para sua manutenção são pífios, a infraestrutura é vergonhosa e o Governo do estado não viabilizou efetivamente condições para uma gestão eficiente deste espaço.


A Casa de Cultura se mantém aberta e apresentando resultados positivos porque os artistas ocuparam este espaço e fizeram dele o seu local de criação. Além disso, o diretor da Casa de Cultura, mesmo sem o devido apoio institucional, sempre esteve aberto aos artistas e colocou a Casa de Cultura como um local de produção artística para todos.

O mesmo não pode ser dito do Centro Cultural Adjuto Dias. Depois de permanecer fechado para reformas desde 2009, o mesmo foi reinaugurado em 11 de abril de 2014 e o que vimos foram gestões catastróficas a partir daí. 


As administrações do Centro Cultural não entenderam que aquele espaço é público, ou seja, deve servir para as demandas culturais da sociedade e não ser administrado como se fosse um bem privado. A partir do momento em que um cidadão ocupa um cargo público deve ter como norma a impessoalidade que é característica do serviço público. Marcar e desmarcar pautas conforme seus interesses é no mínimo um acinte ao bom senso. 


As administrações do Centro Cultural não entenderam que ser um gestor de um espaço como aquele não é apenas ser um marcador de pautas. Vai muito, além disso. O próprio nome do espaço já o conclama a ser um centro de onde se ampliam políticas públicas e, para isso, o gestor deve estar preparado para esta missão.


Não é possível que um gestor de cultura não conheça minimante o Plano Nacional de Cultura, que não seja um ativo partícipe das discussões sobre cultura, que não tenha conhecimento e habilidade para desenvolver políticas a partir de editais estaduais, nacionais e internacionais. Ou seja, não podemos aceitar um gestor despreparado que apenas ocupe um cargo por indicação política e que não possua qualquer credencial técnica para ocupá-lo. 

As políticas públicas de cultura em Caicó não podem permanecer estagnadas. E o que temos visto nos últimos anos é o retrocesso. 


Exigimos do Governo do Estado o respeito que merecemos. Os artistas de Caicó precisam ser ouvidos. Chega de assistirmos calados a indicações unicamente políticas para cargos da gestão cultural em nossa cidade.


Precisamos avançar e para isso temos certeza que em Caicó existem artistas capazes para ocupar a Direção do Centro Cultural Adjuto Dias e fazer dele um verdadeiro espaço de criação, inovação, discussão e produção, não somente para Caicó, mas para toda a produção artística do Estado do Rio Grande do Norte.


ARTISTAS DE CAICÓ

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