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13 de outubro de 2015

Escritos de Valdécio Fernandes e Willy Kesle

Valdécio Fernandes - professor e colaborador da Cia. Ciranduís
Esta poesia nasceu de uma brincadeira.

Willi disse: vamos parodiar a canção Saudade de Chico César e Paulinho Moska, e aí falou:
-Vamos compor uma música. Escreva aí:
-Saudade, o sol brilha no açude...
Eu abracei a ideia e comecei e divagar sobre o tema açude seco, e deu nisso.
Eita saudade!
Willi Kesle - coordenador da Cia. Ciranduís

Por Valdécio Fernandes/Willi Kesle

Saudade,
O sol brilha no açude ...


O sol estorrica a água do açude
Seca a terra seca
Acaba o capim do gado
A água escassa se afasta
Das estacas da cerca que cerca a manga

O brilho de calor nas telhas das casas
Define bem a intensidade da quentura
A fumaça no asfalto
Arranca a pele do pé do cassaco
Que descalço anda.

As coivaras de garranchos secos
Já não acoitam os preás magros
Que fogem da mira do caçador
Aguçado

Até o urubu
Que antes festejava
Desistiu de fazer seu voo mirubulante
À procura da carniça.

O carro-pipa atiça no sertanejo
A esperança de uma água nova
Que mareja dos olhos
Num desejo de não depender
De políticas e políticos
Que não politizam.

Fazem o sujeito
Viver sujeito
Ao sistema vigente
Que não vigia os que necessitam.

Que saudade do tempo em que chovia na nossa terra!

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